• Patricia Zepelin

Com 4.211 mortes em 24h, Brasil dobra recorde de óbitos diários em 1 mês

O Brasil teve hoje pela primeira vez desde o início da pandemia o registro de mais de 4.000 mortes por Covid-19 em um período de 24 horas. Num cenário ainda de agravamento da mortalidade pela doença, os números de óbito não dão sinal de arrefecimento ainda.

A marca dos quatro milhares foi atingida só duas semanas depois de o Brasil ter visto mais de 3.000 por Covid-19 em um único dia, o que também ocorreu só 13 dias depois do registro inédito de 2.000 mortes.

Após registrar 4.211 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, o Brasil acumula 337.364 óbitos pela doença até esta terça-feira (06). Os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa formado por EXTRA, O Globo, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

As datas em que o país está registrando números mais altos estão mais aproximadas do que no início da segunda onda. Um período de 83 dias transcorreu entre o registro de 1.000 e 2.000 mortes na segunda onda da pandemia no país.


No último dia, o país teve 82.869 pessoas diagnosticadas com infecção pelo novo coronavírus, totalizando 13.106.058 casos até agora. O número indica variação quinzenal de queda de 16% em escala nacional, que ainda parece ser pouco para arrefecer a epidemia.

"As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e governos estaduais, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução da transmissão da doença nas próximas semanas", afirma boletim do grupo de análise da pandemia na Fiocruz. "No entanto, seu efeito na diminuição do número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares pode tardar, devido ao acúmulo de casos, diversos deles graves, advindos da exposição ao vírus ainda em março."


A média móvel de sete dias do número diário de mortes no país agora está em 2.775, o que representa aumento de 22% nas últimas duas semanas. Os três estados com maior aumento (ou menor redução) percentual no número de mortes são Rio de Janeiro (104%), Mato Grosso do Sul (70%) e Distrito Federal (55%). Goiás teve um número particularmente alto de mortes nas últimas 24 horas, 366 óbitos.

A média móvel de sete dias se refere aos números de mortes e casos do dia e dos seis anteriores. A medida é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda na epidemia. O cálculo é um recurso para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por redução de mão-de-obra. Das 27 unidades da federação, 14 estão com o número de óbitos em viés de elevação nas últimas duas semanas, e 13 estão com os números em queda, ainda que elevados.


Vacinas


O Brasil conseguiu aplicar a primeira dose de vacina contra Covid-19 até agora em 20.828.398 pessoas (9,84% da população), e 5.881.392 já receberam a segunda dose, o que representa uma cobertura vacinal completa de 2,78%.

O três estados que mais avançaram agora em aplicação da primeira dose foram Mato Grosso do Sul (13,22%), Bahia (11,83%) e Rio Grande do Sul (11,65%). Os que mais estão atrasados na aplicação da vacina são Acre (5,56%), Mato Grosso (6,01%) e Maranhão (6,53%).

Fonte: Extra

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